
Monday, September 7, 2009
Ninfomaniac

Monday, August 31, 2009
Necrofilia

Magdalena
If I could just remain laid here, I am sure my husband will drive insane for walking endlessly about to crush the floor with the weight of his steps. I can still hear the wood that once was soft, barking into my deaf ears, the doctor is climbing upstairs, he will tell me again I have to do surgery, but if only my Sebastian would know how much it hurts to accept a chance of such dimensions. I am dying… the doctor will leave empty handed saying I might regret it. There is fifty percent of chance to make it through, and another fifty tell me I’ll die. The only cure for the heart lies on a tomb stone. From this small bed to this asylum, everything belongs to me. The neat nurses come in and they graceful and patiently start talking to me about easy stuff, I do believe they think I am not in my right state of mind. How do you do? It is a lovely morning. Do you remember my name? I am Mrs. Newman, your nurse. They talk loud… very loud. I know my ear is not what it used to be, but there is no need to shriek. They give me some sedatives or whatever they are called, I barely eat anymore… just pills… and more pills. My beloved husband is always near me, he keeps writing to the local newspaper, everyday he criticizes something new. I can read his lips, it is amazing how little attention we give to other people’s body parts when they are all functioning correctly. His lips are thin. He barely opens them to speak, I can scarcely see his teeth. They are normal, he is quite normal, I never noticed his lips. The human eyes and brain always tend to focus on things… in this room my eyes always concentrate on the walls, I know by heart the furniture, the swirls, the smell… Why can’t I just die? I got used to my bed, if I have been in this bed for years, I wonder if my next bed will be my coffin…
Saturday, August 29, 2009
Outubro- mês para gastar dinheirinho

When I'm always on time,
You got A's on your algebra test,
I failed and they kept me behind,
I just gotta get off my chest,
That I think you're divine,
You're always ahead of the rest,
While I drag behind..
Thursday, August 27, 2009
Crónicas de uma gótica em Mirandela sem piscina - parte II

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“Paaaaaaai, posso tirar fotos?” passaram vinte minutos desde que saímos à pressa do acampamento, parecíamos bichinhos pequeninos, mas muito atarefados a carregar um carro (que teria de ser pequeno já que somos também bichitos pequenitos). Saímos de Mirandela (sim eu ainda estava em Mirandela) em 1 minuto… foi bastante fácil, seguimos a placa verde que dizia Porto-Bragança e depois seguimos a do Porto, e entretanto apareceu Vila Real… 150 kms até ao Porto. Isto faz-se num instante… mandar uma mensagem, mandar outra… já deve chegar… até admira ter rede aqui. Não se pode meter música no rádio porque nos montes não há nada para sintonizar, não se pode por cds porque os meus pais não gostam de Metallica, já não há cassetes… bons tempos… “paizinho vai devagar… antes chegar viva ao Porto…” “Está calada deixa-me concentrar”. A minha irmã acabou de dizer que queria ser escritora. Olhei para ela devagarinho com cara de anti-social-farta-deste-mundo, que saudades de quando era criança e podia dizer tudo o que me apetecia… eu se digo que quero ser escritora, lançam os cães, os gatos e ainda dois budas em cima de mim para eu pensar melhor. Riu e esperou pelo meu comentário, eu nem abri a boca. “Mãe estou a pensar numa história dramática”… ai Jesus “a sério amor?” … “pai olha a velocidade” “estejam caladas eu vou devagar… olhem este a dormir vou ultrapassar”…. Vamos morrer. Pensei para os meus botões (ainda que tivesse uma t-shirt preta com trinta graus lá para fora só para mostrar o quão hardcore sou): poderia fazer de conta que sou uma escritora e dizer que este monte de calhaus, numa terra onde não há shoppings e as lojas levam por uma saia 50€, inspiram-me. São pedras, bastantes pedras, no meio de algo verde com um cheiro enjoativo a azeite e azeitonas. Senti-me mais enjoada que inspirada. Chegamos a Vila Real… óptimo a partir daqui mais meia hora e estamos na civilização. Entramos na Auto-estrada, velocidade máxima 120km/h “mãe já sei como vai ser a minha história dramática!” “Ai que horror”… “ Pai… estamos quase a chegar” “Ai que saudades do Porto… olha era por aqui que o…”
Tuesday, August 25, 2009
Crónicas de uma gótica em Mirandela sem piscina - parte I
Ainda me pergunto: tem de haver aqui uma FNAC.... uma Betrand... qualquer coisa... ainda só comprei duas sabrinas na New Code (única loja de roupa que encontrei) e espero vir a encontrar mais. Pelo menos uma FNAC ;__; será pedir muito. Sem acrescentar muito mais, digo que vale a pena para pessoas que gostem da Natureza e de aventuras. Para quem não gostar... fique em casa que se está muito bem.
Sunday, August 23, 2009
Lê-se mais, mas melhor?

- As hipóteses de EU publicar um livro são agora 100% maiores do que nos anos 30... 40... 50... 60... (calma eu não vou regressar ao passado)
- No entanto como agora existe um publico bem mais abragente, as livrarias são invadidas por livros good e por livros "not so good"
Contudo não se deve pensar que é o fim do mundo da literatura (não senhora... estamos quase, ainda falta uns aninhos), mas estas coisas devem ser cíclicas, lembrem-se quantos livros também foram publicados antigamente (quando digo antigamente digo séculos, não anos) e quantos chegaram aos dias de hoje. Na verdade o problema da literatura pouco... "erudita" não está no facto de falta de profundidade. É verdade que muitas pessoas quando lêm um Nicholas Sparks, depois de lerem outro e outro já não tem pachorra para mais, no entanto digamos que Nicholas Sparks é assim um autor para mulher que gostem de telenovelas brasileiras e como lás nos States não devem ter isso, divertem-se a lerem os livros. O que acho que está profundamente errado é o facto de pessoas já adultas lerem livros que supostamente teriam interesse para jovens e acharem "uma obra de arte" mete-me um bocado de confusão. É como ir ver aqueles filmes para "teenagers" onde toda a gente já sabe como vai acabar mas mesmo assim ainda vamos ver, porque hey algum há-de ser bom. O mesmo se passa com a literatura hoje em dia: lemos muito, mas para chegarmos a uma obra mesmo boa precisamos de ler 30 maus. (sim estou a exagerar e ainda bem, meter paninhos quentes não ajuda)
Acho, que em 1º lugar uma boa educação nos jovens a nível literário é fundamental. No tempo em que eu andava no secundário já havia Harry Potter e esse sensacionalismo todo. Admito a minha prima lia bem mais livros que eu, se bem me lembro ela lia Marion Zimmer Bradley e outras coisas... e eu lá lia um livrito por ano para fazer a vontade à minha mãe que dizia sempre 'Tens que ler não podes estar enfiada o ano todo em frente da Playstation" (bons tempos minha gente) Por acaso era a minha mãe que me escolhia os livros dizia sempre 'olha quando tinha a tua idade gostei muito deste', e eu lá lia até que, à medida que ia crescendo ia dando livros cada vez mais fortes. Estupidamente gostava daqueles que eram mais fortes ou daqueles que não percebia nada (se não percebo é porque sou burrinha ou ainda não atingi maturidade)... identifiquei-me com Florbela Espanca aos 14 (raio de idade para se ler aquilo) e ainda no outro dia a minha mãe disse que isso quase se tornou uma obsessão para mim (é verdade, é verdade) Mas isto tudo para chegar ao fundo da questão: os pais ou até mesmo os professores incitam à leitura? Bem sei que lemos bastante quando somos pequeninos: as fábulas, os contos, ainda me lembro de muitas histórias que lia quando era piquena, mas apartir daí foi-se tudo. As hormonas não deixavam ler, achava que todos os clássicos eram irritantes, uma colega nossa leu "Romeu & Julieta" admitiu que era "uma seca". Sei que há diferentes livros para diferentes idades, mas não será que os professores (já que duvido que muitos pais façam iniciativas à leitura) tem um papel fundamental na formação de novos jovens leitores? Nunca nenhum professor me disse para ler o Alice in Wonderland, ou até mesmo no 10º teria venerado Edgar Allan Poe. Verdade seja dita que li bastante no meu 12º e isso viu-se nos resultados de algumas notas, mas quando agora ando a ler aos 20 livros por ano, cada vez que leio mal penso 'se eu não tivesse entrado na faculdade a esta hora não estava a ler isto'.
Isto tudo implica uma profunda reflexão com uma solução nunca à vista. Acho que tem de partir dos próprios escritores (que sejamos sinceros muitos escrevem para vender, não me venham com histórias) e dos próprios leitores que deveriam ser mais exigentes. É muito cedo para fazer um balanço, mas espero quando der aulas conseguir cativar os meus alunos para lerem de tudo um pouco (tanto fantasia, como terror, como romances).
Tuesday, August 18, 2009
The strawberry song

Mixed with chocolate and blueberries
